O novo coronavírus 2019-nCoV

O ano de 2020 se inicia com a comunicação de um surto de casos de pneumonia causado por um novo coronavírus identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 em Wuhan, província de Hubei, China. As autoridades chinesas identificaram uma nova variante de coronavírus, que resultou em centenas de casos confirmados na China, incluindo casos fora de Wuhan, com casos adicionais sendo identificados em um número crescente de países. Esse novo vírus tem sido referido como 2019-nCoV. Infecções humanas pelo 2019-nCoV foram confirmadas em Taiwan, Tailândia, Japão e Coréia do Sul. O primeiro caso nos Estados Unidos foi anunciado em 21 de janeiro de 2020. No Brasil, a Secretaria de Saúde do Estado e  a prefeitura Municipal de Saúde de Curitiba informaram que foram notificados dois casos suspeitos no Paraná nessa terça-feira (28), ambos pacientes que viajaram a China nos últimos dias.

Os coronavírus humanos comuns, incluindo os tipos 229E, NL63, OC43 e HKU1, geralmente causam doenças leves a moderadas do trato respiratório superior, como o resfriado comum. A disseminação viral de pessoa para pessoa ocorre através de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como outros patógenos respiratórios se espalham. A maioria das pessoas é infectada com esses vírus em algum momento de suas vidas. Essas doenças geralmente duram apenas um curto período de tempo. Os sintomas podem incluir coriza, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e febre. Os coronavírus humanos também podem causar doenças do trato respiratório inferior, como pneumonia ou bronquite. Isso é mais comum em pessoas com doença cardiopulmonar, pessoas com sistema imunológico enfraquecido, bebês e adultos mais velhos.

Os coronavírus formam uma grande família de vírus capazes de causar doenças em pessoas e animais, incluindo camelos, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus de animais podem evoluir infectar pessoas e subsequentemente estabelecer contágio direto entre humanos como aconteceu com outros coronavirus de origem animal como MERS-CoV ( Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus) e SARS-CoV (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus) . Os coronavirus MERS e SARS são capazes de provocar doenças graves que podem evoluir para pneumonia e até levar o paciente ao óbito. A disseminação de SARS e MERS entre pessoas geralmente ocorre através contatos próximos. Os surtos anteriores de MERS e SARS foram complexos, exigindo respostas abrangentes de saúde pública.

No início, muitos dos pacientes do surto em Wuhan, na China, teriam algum vínculo com um grande mercado de frutos do mar e animais, sugerindo a disseminação de animais para pessoas. No entanto, o número crescente de pacientes sem história de exposição ao mercado de Wuham começou a sugerir a possibilidade de que o vírus seja capaz de estabelecer disseminação de pessoa para pessoa. Até o momento, não está claro o quanto eficiente ou sustentável é a disseminação viral entre as pessoas.

A situação em relação a gravidade das infecções por 2019-nCoV ainda não está clara. Ainda que o número de mortes relacionadas às infecções por 2019-nCoV esteja rapidamente crescendo assim como o número de quadros respiratórios graves, a maioria dos pacientes apresentaram doença branda e receberam alta. Informações disponíveis ainda são limitadas tornando difícil a caracterização do espectro de doenças clínicas associadas ao 2019-nCoV. Nenhuma vacina ou tratamento específico para a infecção 2019-nCoV está disponível.

As doenças respiratórias precisam de diagnóstico rápido e correto para diminuir a letalidade e evitar a transmissão. Porém, ainda não existe um teste para diagnóstico rápido da doença por coronavírus e, portanto, o diagnóstico diferencial realizado de forma precoce, torna-se ainda mais importante, com implicação no tratamento e prognóstico do paciente. 

A importância do diagnóstico diferencial se dá pela grande variedade dos agentes patogênicos envolvidos e também pela alta freqüência das co-infecções. Nesse sentido, disponibilizamos o painel molecular que permite a detecção simultânea de 21 patógenos, com alta sensibilidade e especificidade dos vírus mais envolvidos em doenças respiratórias.  Para casos, onde há forte suspeita de infecções causadas pelo Virus Influenza, oferecemos o teste isolado para o detecção/identificação deste vírus. Este
ensaio é capaz de detectar e identificar em poucas horas o H1N1 e ainda detectar o FLUB e cepas circulantes de FLUA como o H3N2. Esse exame não detecta o novo vírus 2019-nCoV, mas, na presença dos sintomas, ajuda no diagnóstico diferencial de outros patógenos.

O 2019-nCoV foi identificado pela primeira vez através de sequenciamento de nova geração (NGS) a partir de vírus cultivado ou diretamente de amostras recebidas de vários pacientes com pneumonia. As autoridades de saúde chinesas foram as primeiras a publicar o genoma completo do 2019-nCoV no GenBan, o banco de dados de sequências genéticas do NIH e no portal da Iniciativa Global sobre Compartilhamento de Todos os Dados de Influenza (GISAID). A partir de informações disponibilizadas da sequência do genoma viral foi desenvolvida uma série de ensaios de amplificação em cadeia (PCR) que foi adotada por laboratórios associados ao CDC da China para detectar dezenas de casos. Espera-se que testes de PCR validados estejam disponíveis em breve. Laboratórios de referência estão atualmente trabalhando em uma estratégia de detecção que incluirá um teste de amplificação capaz de detectar o maior número possível de variantes de coronavírus (pan coronavírus PCR) seguido por sequenciamento direto do produto amplificado.

Ainda não há fora de laboratórios de referência testes disponíveis para a detecção do 2019-nCoV sendo provável que os testes atuais presentes em laboratórios utilizados para a detecção de outros coronavírus comuns sejam incapazes de detectar essa variante. Mas ainda não há informações disponíveis sobre a possibilidade dos testes atuais em detectar o 2019-nCoV.

Para aumentar a probabilidade de detectar a infecção 2019-nCoV, o CDC recomenda a coleta e teste de várias amostras clínicas diferentes incluindo amostras respiratória inferior, respiratória superior e soro. Tipos de amostras adicionais (por exemplo, fezes, urina) podem ser coletados e armazenados. As amostras devem ser coletadas o mais rápido possível uma vez que a possibilidade de infecção for identificada, independentemente do tempo de início dos sintomas.

O Centro de Diagnósticos Labormed está atento às novidades no setor em relação a um exame específico para detecção desse novo vírus que trará precisão diagnóstica para as suspeitas de casos.

Sobre o Centro de Diagnósticos Labormed

Localizado na cidade de Rolândia, o Centro de Diagnósticos Labormed reúne os tradicionais serviços de Laboratório de Análises Clínicas, Diagnósticos por Imagem (Ultrassom e Exames de Diagnósticos do Aparelho Digestivo – Endoscopia, Colonoscopia e Retossigmoidoscopia), Medicina Ocupacional e Clínica Médica com diversas especialidades em um único local, num ambiente confortável e acolhedor, com estacionamento próprio, equipamentos de última geração e profissionais altamente capacitados. Nosso propósito é assegurar confiança, precisão e rapidez no auxílio diagnóstico.

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Referências

Centers for Disease Control

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-nCoV acessado em 22/1/2020

WHO

Laboratory testing for 2019 novel coronavirus (2019-nCoV) in suspected human cases Interim guidance 14 January 2020

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/20200114-interim-laboratory-guidance-version.pdf?sfvrsn=6967c39b_4&download=true

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